FLORIANÓPOLIS / SC - TIRADENTES / MG - 3.079KM
Percorida por : Paulo Remor e Solange
Roteiro Viagem Para Tiradentes
1º DIA: 26/06/07 (3a feira)
Saímos de Florianópolis/SC por volta das 08h45min horas, com tempo nublado. Na motocicleta, uma Shadow 600cc 2001 foram colocados três alforjes, os quais estavam lotados de bagagem, além das capas de chuva presos por aranhas por cima dos alforjes laterais.
A primeira parada foi no Sinuelo às 10h15min horas, para abastecer e fazer um lanche. Partimos às 11h00min horas, ainda com o tempo nublado.
Após a subida da Serra de Curitiba demos uma parada, às 12h00min, no Posto Monte Carlo I, onde almoçamos. Aqui, a comida é simples, do tipo caseira, mas muito boa. Diz o ditado que: onde tiver muito caminhão parado na hora do almoço, é porque a comida é boa.
Depois do almoço e descansar um pouco, abastecemos a moto e saímos com pouca neblina no resto da serra, mas logo em seguida o sol apareceu.
A estrada estava boa até Campina Grande do Sul, com sol, onde novamente paramos para abastecer e esticar as pernas.
No último posto que paramos para abastecer, em Cajati, encontramos com o Wilsinho (da loja de artigos para moto Wilsinho Fashion) que estava dirigindo um caminhão e se dirigia para Jacareí e depois para Brasília, com um carregamento de vidro.
Chegamos a Registro/SP às 16h30min horas e nos hospedamos no Lito Hotel.
Após um bom banho, fomos fazer um lanche num pequeno shopping e retornamos ao hotel para uma boa noite de sono.
2º DIA: 27/06/07 (4a feira)
Levantamos por volta das 08h00min, tomamos um café e saímos de Registro/SP às 09h00min. Na saída paramos para abastecer a moto e o tempo estava com sol e algumas nuvens.
Na subida da serra de Juquiá pegamos uma neblina intensa, com trechos que mal conseguia ver a estrada. Mas logo o sol apareceu e os raios, ao passarem entre as copas das árvores, formavam uma visão maravilhosa, deixando a estrada como que trespassada por espadas reluzentes.
No almoço, optamos em fazer um pequeno lanche, pois havíamos feito um bom desjejum. Paramos numa pequena cidade de nome Tapiraí/SP, mais parecia um vilarejo, para lanchar e abastecer. O calor, a essa altura, já era grande.
Passagem por Sorocaba/SP, cidade de porte grande, cujo trânsito é um pouco confuso. O motociclista deve ficar atento, pois é cheio de sinaleira e o movimento é intenso, além do que várias placas de sinalização estão quase que escondidas, o que prejudica a visualização dos sinais indicativos da estrada.
Depois de rodar por um bom trecho, paramos em Bragança Paulista. Nesta cidade ficamos por um tempo num posto de gasolina, onde tinha uma confeitaria. Fizemos um lanche e conhecemos um sujeito, também simpatizante por motocicleta (segundo ele já tinha sido proprietário de seis motos e agora trabalhava como corretor de imóveis), com o qual conversamos por aproximadamente uma hora. Como ele conhecia o local, nos deu algumas dicas sobre a estrada até Pouso Alegre/MG, inclusive sobre a cidade.
Pegamos a estrada com tempo bom, sol e calor. Chegamos a Pouso Alegre/MG por volta das 17h45min horas e nos hospedamos no JB Palace Hotel, o qual recomendamos.
Hotel bem localizado (centro – perto da praça da igreja, mas fora do barulho), com ótimo quarto de dormir (bem grande e confortável, principalmente a cama que era enorme – dava para três pessoas com folga).
Após um banho e descansar um pouco, saímos para conhecer a cidade às 19h00min. Passamos pela praça e fomos a um restaurante que servia sopa – uma delícia. Retornamos, sentamos um pouco na praça, sendo local aprazível e ficamos a observar os habitantes que ali se encontravam. O interessante é que após as 20h00min, várias pessoas, jovens e de idade, se dirigiam à praça para sentar nos bancos e ficar conversando, tomar sorvete, coisa típica das cidades do interior.
Voltamos ao hotel e fomos dormir, pois o cansaço começou a bater.
3º DIA: 28/06/07 (5a feira)
Saímos de Pouso Alegre/MG às 09h00min, com sol e um friozinho muito gostoso. Pegamos a Rodovia Fernão Dias e fizemos uma viagem tranqüila. Paramos para almoçar no Graal e deitamos um pouco nos bancos que ficam do lado de fora para esticar as costas e pernas.
Depois de um bom cochilo, saímos rumo à estrada para São Tiago/Tiradentes. Neste trecho a paisagem mudou muito, lembrando as características do cerrado, com árvores baixas e retorcidas. Este trecho é perigoso, com muitas curvas e buracos, fazendo com que, em muitas partes, era necessário diminuir a velocidade da moto.
Chegamos a Tiradentes às 15h00min e a primeira coisa a fazer foi ir direto para a pousada Bárbara Bela (recomendamos). Ela é construída em estilo colonial e decorada com móveis da região, distante 10 minutos do centro de Tiradentes (Largo das Forras – um dos locais onde estava sendo realizado o evento).
Depois de um banho relaxante e com o sol poente, nos deslocamos ao Largo das Forras e levamos, aproximadamente, 15 minutos. Uma coisa legal dessa pousada é que fica perto da estação de trem, onde uma máquina Maria Fumaça ainda funciona, levando passageiros e turistas até a cidade de São João Del Rey (este passeio vale a pena fazer – é lindo).
Ao chegar ao centro nos deparamos com a praça cheia, não só de pessoas, mas também de motocicletas e de barracas com material para motocicletas/motociclistas. Estava muito legal. Fizemos um lanche e as 11h00min retornamos para a pousada para dormir, pois o dia seguinte seria cheio.
4º DIA: 29/06/07 (5a feira)
Levantamos as 08h30min e descemos para tomar um café caprichado. Aliás, que café da manhã. Praticamente todas as delícias servidas foram feitas pelas pessoas que trabalham na pousada. Tinha uma geléia de goiaba com cachaça, simplesmente saborosa. Comi um monte (pura).
Depois do banquete matinal, fomos para o centro a pé, e no caminho passamos por várias lojas de artesanato e de móveis (lindos). Chegamos à praça e encontramos o Sérgio. Meu cunhado, andando sozinho. Demos umas voltas pela cidade e na entrada da parte antiga (perto do pontilhão) onde paramos numa tenda de um pessoal de Sorocaba (banda de blues), conhecemos o Jorge (carioca radicado em Tiradentes), motorista de uma jardineira que pertencia ao museu do automóvel localizado em Bichinhos. Contratamos o passeio (R$ 10,00 por pessoa) e fomos fazer uma visita ao referido museu. Para chegar a Bichinhos pegamos a estrada real, com muita poeira vermelha e alguns trechos com pedras. Mas a vista é muito bonita do local (aliás, o interior de Minas Gerais é muito bonito).
Lá chegando, ficamos sabendo que o museu foi montado em uma fazenda e possuía cerca de trinta carros, todos bem conservados e funcionando. Alguns tinham sido utilizados em várias novelas de época da Rede Globo de Televisão e, se não me engano, também no seriado JK.
Após a visita retornamos para Tiradentes, nos despedimos do Sérgio (foi atrás da mulher) e almoçamos num restaurante que servia comida típica mineira – uma delícia.
Voltamos para a pousada de charrete e descansamos um pouco.
Mais tarde, fomos para o centrinho de moto e paramos num barzinho que fica junto a uma casa de artesanato, local este onde aproveitamos para comprar alguns móveis para remeter à Floripa.
Quando o sol se pôs, voltamos à pousada para pegar um agasalho, pois o frio começava a chegar e fomos recepcionados na pousada com um delicioso lanche da tarde, com vinhos, café, sucos, canjica, pipoca, pão de forno com geléia (fica como uma bala), pães e outras delícias mineiras.
Saímos por volta das 20h00min horas e ao chegar ao Largo das Forras e nos deparamos com a cidade lotada. Acabamos por optar em ficar na entrada da parte velha (perto do pontilhão) junto com a Bethânia ( esposa do Ricardo CABEÇA DE FERRO de Curitiba/PR) e que estava expondo, na tenda de motos clássicas, as motos Harley-Davidson que ele personaliza e ficamos ouvindo a banda de blues Califórnia até meia-noite e trinta. Como a noite estava fazendo bastante frio resolvemos voltar para a pousada e dormir.
5º DIA: 30/06/07 (6a feira)
Acordamos as 08h30min, tomamos um bom café da manhã (comi, novamente, várias geléias com cachaça) e saímos para caminhar em direção à estação de trem para comprar ingressos, pois sabíamos que se deixasse para cima da hora e fila seria enorme.
Dali demos um pulo no centro onde encontramos com o meu cunhado Sérgio às voltas com o amortecedor da moto que havia quebrado, só para variar um pouco.
Retornamos à estação às 10h20min, pois o trem saía as 11h00min horas e quando chegamos o movimento era intenso. Para nossa sorte a fila estava na bilheteria, motivo pelo qual conseguimos pegar o 5º vagão, com bancos estofados, e que é o melhor local para ver a paisagem e a locomotiva nas várias curvas do trajeto.
Em São João Del Rey descemos do trem, fomos ao Banco do Brasil pegar dinheiro (o caixa eletrônico do Banco em Tiradentes não tinha mais dinheiro) e voltamos, após tirar algumas fotos, rapidamente para a estação, pois o trem retornaria as 12h00min horas.
Almoçamos em Tiradentes comida típica mineira e voltamos à pousada para dormir.
Mais tarde, no centro, encontramos Sérgio e Rossana (cunhados), com os quais ficamos na tenda das motos clássicas, conversando, dançando e ouvindo novamente a banda Califórnia (acabei comprando um CD), que tem um bom repertório de blues.
Com o entardecer começou a esfriar e resolvemos voltar à pousada, onde, com lanche, além de alguns quitutes, estava sendo servido um caldo de abóbora. Degustamos a iguaria e fomos para o quarto tomar um banho.
Após um descanso, retornamos ao centro e na tenda central ficamos curtindo um show com uma banda mineira de rock e depois outra de blues.
Aliás, vale aqui fazer um elogio ao Berg e seu grupo que mostrou como se faz um encontro de motociclistas. O som um espetáculo, só rock e blues; não se ouviu, nos dias do evento, motos sendo aceleradas, carros com músicas de péssimo gosto a ferir os tímpanos; brigas; discussões; etc. Só festa! Pessoas cantando, dançando, bebendo, rindo, trocando idéias sobre mecânica e motos, fazendo amizades, etc. Ou seja, o evento é um dos melhores do País, ou, senão o melhor.
Voltamos à pousada por volta das 11h00min horas para dormir.
6º DIA: 01/07/07 (Sábado)
Acordamos por volta das 08h00min e, depois de um ótimo café da manhã, montamos a moto e pegamos à estrada, via Barbacena, o que nos fez economizar aproximadamente 100 km do roteiro original. A estrada estava em obras, com o maior trecho de terra, porém razoável. Encontramos um moto grupo do Rio de Janeiro (Jaguares do Asfalto) em uma parada obrigatória, devido às obras e tiramos umas fotos.
Em Três Rios paramos para almoçar num restaurante, onde se encontravam vários motociclistas (comida muito gostosa). Depois de um descanso de vinte minutos, pegamos a estrada novamente rumo a Volta Redonda. Nesta estrada pegamos muito movimento de caminhões, precisando redobrar a atenção na estrada.
Chegamos a Penedo/RJ por volta das 16h30min e paramos, como sempre, na loja do Antônio (esotérica que fica na entrada da cidade, num pequeno shopping de madeira) para refazer nossas energias. Após, nos dirigimos à pousada onde havíamos ficado da outra vez que pousamos nesta cidade, quando da viagem para Ouro Preto, e, para nossa sorte, tinha uma vaga em um chalé, com preço camarada. Depois de um bom banho, saímos para comer e passear pela aldeia finlandesa que se encontrava com suas lojas quase todas fechadas. Passamos numa fábrica de chocolate para a sobremesa e retornamos à pousada para descansar.
7º DIA: 02/07/07 (Domingo)
Acordamos às 08h30min, tomamos um bom café da manhã e ficamos conversando um pouco com o dono da pousada, que aproveitou para tirar umas fotos nossa. Após a sessão de fotos, montamos a moto e rumamos para Parati, via Resende e Barra Mansa.
A estrada que leva a Barra Mansa é bem sinuosa e precisa de cuidados para trafegá-la, pois, além de estreita, o movimento é intenso.
Ao chegarmos à rótula que, à esquerda leva para a cidade de Angra dos Reis e à direita para Parati, a viagem ficou mais tranqüila e bela, pois a paisagem e a estrada, costeando o mar, são belíssimas.
Antes de chegar a Parati (+ ou – 37 km), paramos para almoçar em Tarituba, uma bela e pequena praia, cujo restaurante em forma de choupana fica na beira do mar (o nome do restaurante é Peixe Maluco). Ali, tiramos nossas roupas de couro, as botas e aproveitamos para relaxar, saboreando um delicioso prato de camarão.
Chegamos a Parati às 15h00min e nos hospedamos na pousada La Cigale., do Erik. Após um descanso, fomos ao centro histórico de Parati, que fica bem perto da pousada (basta atravessar o pontilhão). A noite estava muito agradável e o local, cada vez que visitamos, nos parece mais belo. Após um passeio pelas ruas irregulares, nos dirigimos ao “Café Pingado” para fazer um lanche, como sempre delicioso. Retornamos para a pousada, tomamos um bom banho e, como a Solange estava um pouco indisposta, acabamos ficando no quarto e adormecemos.
8º DIA: 03/07/07 (Segunda-feira)
Acordamos às 08h00min, tomamos um café da manhã à beira da piscina e, após montar a moto, saímos rumo a Peruíbe. A estrada de Parati e o litoral de São Paulo são muito bonitos. A viagem se torna agradável, pois a estrada, praticamente, costeia o litoral, nos proporcionando belas paisagens à beira-mar. Chegamos a São Sebastião e, após pegarmos à balsa, fomos à Ilha bela para almoçar e dar umas voltas.
O dia estava lindo, com o sol nos prestigiando em toda a viagem.
Tocamos direto à Peruíbe/SP aonde chegamos já de noite. Procuramos um hotel para pousar e encontramos um à beira-mar, que havia sido reaberto há dois meses por um brasileiro que tinha retornado dos Estados Unidos onde morara por vários anos. O nome do cara é Sérgio e nos contou ser irmão do Mazzaropi (ex-goleiro do Vasco), lembra?
Ali ficamos conversando com ele um bom tempo, e após retornarmos do jantar, fomos dormir.
Aliás, o hotel, cujo nome é Piero Al Maré, é muito confortável, cujos quartos possuem sala, banheiro e sacada com vista para o mar (recomendamos).
9º DIA: 04/07/07 (Terça-feira)
Levantamos-nos às 08h00min, tomamos um café da manhã, e saímos rumo Floripa. A estrada tinha muita serração, motivo que nos fez demorar um pouco no trajeto até Registro/SP. Após algumas paradas para abastecimento e almoço, chegamos a Florianópolis por volta das 18h00min horas.
