Entenda o Proj. Êxodo de Moto


Diário de Motocicleta

Depois de oito anos sem férias, e após cinco meses de planejamento para esta viagem, eu e a Elda partimos naquela que seria a nossa primeira viagem de longa distância.

Partimos no meio de Maio de 2010 rumo à Slavador, subindo pelo interior de Minas Gerais e Bahia, e descendo pelo litoral.

Seria uma vaigem fantástica não tivéssemos errado na época do ano... entre Maio e Setembro ocorre a temporada de chuvas no Nordeste brasileiro e não deu outra, pegamo frio em Minas e muitas chuvas de Salvador/BA até Paraty/RJ.

Foi a primeira viagem que relatamos o nosso dia a dia diretamente da estrada, e isso atraiu a companhia virtual de muitos amigos, que através de fotos, vídeos e relatos, curtiram com a gente essa nossa primeira aventura.

MINA DO JEJE

Cidade: Ouro Preto/MG | Categoria: Passeios
Postado em: 30/6/2010
Diário de Motocicleta

Na companhia do nosso guia Gilson, visitamos a Mina do Jeje, explorada de 1700 até 1800, uma das mais de 2040 minas de extração de ouro que existem em Ouro Preto.
O detalhe é que esta está aberta para visitação e é fácil de chegar... da Praça Tiradentes caminhando pelas ruas históricas, leva-se pouco mais de 30 minutos (passeando) para chegar.

A entrada custa R$15,00 por pessoa e a Lucimara dá uma aula de história com o que foi feito com o ouro e as dificuldades para se conseguí-lo, antes de entrarmos na mina.

O passeio por dentro da Mina é tranqüilo e segue cerca de 150m , porém a mina se estende por mais um quilômetro.

É possível ver as marcas de picaretas feitas pelo escravos e os lugares em que colocavam as lamparinas e o ouro extraido no dia, o qual chamavam de bucho, dai a expressão "bucho cheio".
O interessante é que os escravos seguiam os veios de Quartzo e estes é que determinavam a extensão e altura da mina, pois onde existia Quartzo havia ouro.

Calcula-se que foram extraídos cerca de 1 ton. de ouro desta mina, sendo que 650K foram para coroa e 350k contrabandeados.

Crianças eram usadas para a extração, pois em alguns lugares o espaço era muito pequeno para um homem passar.

Nesta mina, o corredor principal bifurca-se em três outros corredores, um com cerca de 50 metros abaixo do nível da mina, onde não encontraram o veio de ouro apesas das escavações, e outros dois que partem do salão no final da mina, sendo um com 300m de extensão e outro com mais de 1km.

É um passeio bem legal, embora um pouco salgado diga-se de passagem.

O acesso é tranquilo, não há necessidade de se agachar ou se rastejar no chão... dá pra ir de branco e sair limpinho.
O caminho é iluminado e nem um pouco claustrofóbico.

 

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