Entenda o Proj. Rodando as Cidades da Copa



Diário de Motocicleta

Quem me conhece sabe que eu não sei quantos caras jogam no gol... só para ter uma ideia do grau de importância que o tema futebol tem na minha vida, mas ai você deve estar se perguntando, que raios de projeto é este então?

Bom, há tempos nós sonhávamos em viajar pelo Brasil, na verdade, o plano sempre foi conhecer primeiro o nosso país, para só então sair em viagem pelo mundo.

Quebrar a cabeça montando um roteiro que cruzasse as cinco regiões foi um desafio superado, quando anunciaram a Copa do Mundo no Brasil.
O evento caiu como uma luva, já que distribuiram os jogos pelos quatro cantos do país.

Agora eu tinha um roteiro, e bastou um pouco de logística para traçar os mapas de uma volta completa, em sentido anti horário, saindo de São Paulo, subindo para Brasília, depois Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus (seis dias navegando o Rio Amazonas e depois descendo a BR-319), Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba.

Vimos muitas Arenas ainda em construção, muita obra que até hoje não foi entregue, e nos tornamos os únicos turistas a visitar os 12 Elefantes Brancos erguidos/reformados para a Copa do Mundo.
Política a parte, focamos no turismo que estas 12 cidades "sede da copa" oferecem aos turistas, com ou sem um evento deste porte.

Em parceria pela 2ª vez consecutiva com o Salão Duas Rodas, nossa trip pelo Brasil terminou com a nossa moto mais suja do que nunca, em exposição no Anhembi, onde mais uma vez tivemos o prazer de receber o abraço dos amigos e escutar incríveis relatos de viajantes de moto.

PRÓXIMA PARADA: NATAL

19º dia de viagem
Cidade: Natal/RN | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 25/8/2013
Diário de Motocicleta

Depois de exceder um dia de estadia em recife, por conta de manutenção na V-Strom, a hora de partir chegara.

Fomos muitíssimo bem acolhidos pelos amigos Carlos Mamute e Flávia, ambos de São Paulo e que moram em Recife há mais ou menos 2 anos.

Deixar uma cidade como Recife é difícil, deixando os amigos então... o segredo é não olhar no retrovisor e focar em por a motoca na estrada... e assim fomos.
Nos primeiros 50 km nos despedimos do trânsito caótico de Recife, onde os carros andam sobre a faixa divisória das pistas, como se andassem de autorama preso aos trilhos... raramente dão seta e sempre entram sem olhar no retrovisor.

Os motociclistas por sua vez, no meio deste caos andam em qualquer corredor possível, e ultrapassam entre carros e meio fios, mesmo pela direita.
Complicado a educação no trânsito na Região Metropolitana de Recife, e para piorar o cenário, buracos que se estendem da estrada aos bairros e grandes avenidas.

Superado essa barreira e passado a cidade de Abreu e Lima, onde a BR-101 só não passa pela cidade como cruza o centro comercial, a BR-101 se apresenta duplicada, mas com alguns buracos ainda.

Testemunhamos um acidente envolvendo um ônibus, um caminhão e dois carros mais ou menos na altura de Goiana. Um comando da Polícia Rodoviária fechou uma das pistas para fiscalização e um caminhão não segurou e bateu na traseira de um ônibus parado, atrás dele dois outros carros colidiram de raspão e pelo visto, só houve danos materiais.

Nesta reduzida, um casal montado em uma V-Strom branca, igual a nossa só que na versão limpa nos cumprimentou se declarando seguidor das aventuras do Diário de Motocicleta... isso é tão gratificante que não existe palavras para expressar o sentimento de recompensa ao nosso trabalho.

Motocamos até a divisa entre Pernambuco e a Paraíba, onde a brincadeira fica fácil e o asfalto dá lugar à pista de concreto incrivelmente lisa... onde foi possível finalmente depois de quase mil km, entortar o cabo na casa dos 140 km/h – não faça isso em casa e pilote sempre com consciência, de preferência respeitando a sinalização.

Na parte da Paraíba a velocidade continuou alta com uma BR-101 digna de ser pilotada, e com verde nordestino incrível, com mata a perder de vista na beira da estrada Brasil adentro.

Entrando no Rio Grande do Norte, estávamos cada vez mais perto de Natal quando resolvemos mudar os planos e seguimos para Praia de Pipa, com a ideia de ficar um dia hospedados, mas como geralmente as coisas pro improviso não dão certo, por conta de um Festival de Jazz, a cidade estava lotada sem vagas nas centenas de pousadas que lá existem.

Esse entra e sai nos custou cerca de uma hora e meia, até que desistimos e seguimos para natal, onde chegamos por volta das 15h depois de rodar 364 km.

Agora é conhecer Natal... bora lá?

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