Entenda o Proj. Vulcões Andinos



Diário de Motocicleta

Esta aventura, nos colocou para rodar a Cordilheira dos Andes em busca de alguns vulcões da América Latina.

Durante o planejamento, identificamos tantos vulcões, que seria inviável fazer um roteiro completo em apenas 50 dias (prazo geralmente usado nos projetos em parceria com o Salão Duas Rodas), então a solução foi dividir em duas etapas.

Partimos em Agosto de 2015 rumo a Colômbia, cruzando a Bolívia, Peru e Equador, voltando pelo Norte do Chile, atravessando o Chaco Argentino até voltar para casa.

Subimos alguns vulcões, passamos por vários perrengues e terminamos a aventura novamente no Anhembi, expondo a nossa moto no stand da GIVI do Brasil, e com apresentações de Palestras no Auditório Orquídea durante o 13º Salão Duas Rodas.

Sem sombra de dúvida, essa viagem foi a mais desafiadora e que nos proporcionou um maior contato com milhares de apaixonados por viagens de moto.

SERIA O FIM DOS PERRENGUES?

52º dia de viagem
Cidade: Foz do Iguaçu/PR | Categoria: Diário do Piloto
Revisado em: 16/08/2017
Diário de Motocicleta

Quando abri os olhos pela manhã, respirei fundo, e ainda que o cheiro fosse o perfume do hotel... senti que aquilo era cheiro do Brasil.

Amo minha Pátria, mas não me lembro de ter ficado tão feliz em voltar para Terras Tupiniquins como desta vez, tão pouco ter passado tanto sufoco para deixar o Chaco Argentino.

Mas uma coisa é fato, fui amparado por pessoas que nunca me viram na vida, que pararam o que estavam fazendo para me ajudar, me disponibilizaram recursos e me deixaram com saudades, embora essa palavra só exista na nossa língua portuguesa e me dificulte expressar em espanhol minha eterna gratidão ao povo Argentino.

Fico feliz que agora tenho amigos para tomar cerveja quando retornar... o que será muito em breve.


Cansada e com dores no nervo ciático, a Elda praticamente não levantou da cama e me arrisquei em caminhar para almoçar e trazer comida para ela... e foi esse esforço que fizemos antes de desabar na cama o dia todo.


No dia seguinte, levantamos com a missão de chegar em Curitiba, com o pneu 160 começando a mostrar a trama e a boa e velha corrente torta.
Mais uma vez teríamos uma viagem em baixa velocidade, mas constante... porém após 50 km rumo à Cascavel, escutei um estrondo e rapidamente segurei a embreagem e busquei o acostamento crente que a corrente havia caído novamente.

Para a minha surpresa... não vi corrente alguma!
A desgraçada finalmente estourou, e era previsível, pois estávamos rodando com ela a mais de 1.200 km com uma pequena torção.

Naquela hora, ao meio dia, o Sol castigava a pista enquanto eu empurrava a moto ladeira acima por mais de 500m até um posto de gasolina, de onde acionei o Grupo Whatsapp do Diário de Motocicleta, recebendo rapidamente o retorno de vários amigos e a mensagem do querido Diego lá de Recife, falando que um camarada dele estava prestes a me ligar.

Nunca estamos sozinhos na estrada.

A continuação desta história está nas páginas do livro TAQUEOPARIU - O outro lado das viagens de moto - que narra apenas os perrengues vividos nas nossas últimas viagens.

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