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Entenda o Proj. Vulcões Andinos



Diário de Motocicleta

Esta aventura, nos colocou para rodar a Cordilheira dos Andes em busca de alguns vulcões da América Latina.

Durante o planejamento, identificamos tantos vulcões, que seria inviável fazer um roteiro completo em apenas 50 dias (prazo geralmente usado nos projetos em parceria com o Salão Duas Rodas), então a solução foi dividir em duas etapas.

Partimos em Agosto de 2015 rumo a Colômbia, cruzando a Bolívia, Peru e Equador, voltando pelo Norte do Chile, atravessando o Chaco Argentino até voltar para casa.

Subimos alguns vulcões, passamos por vários perrengues e terminamos a aventura novamente no Anhembi, expondo a nossa moto no stand da GIVI do Brasil, e com apresentações de Palestras no Auditório Orquídea durante o 13º Salão Duas Rodas.

Sem sombra de dúvida, essa viagem foi a mais desafiadora e que nos proporcionou um maior contato com milhares de apaixonados por viagens de moto.

SEGUINDO PARA CAPITAL PERUANA

16º dia de viagem
Cidade: Lima/PE | Categoria: Diário do Piloto
Postado em: 16/8/2015
Diário de Motocicleta

Esta manhã saímos mais uma vez atrasados, mas não por conta da minha lerdeza em arrumar as malas, mas por conta do café da manhã que demorou mais de meia hora para ser servido, e que de tão ruim, não precisavam se dar ao trabalho.
Pão dormido e borrachento, suco de caixinha e manteiga gordurosa... enfim, coisas que não encontramos em casa e que faz parte de qualquer viagem pela América do Sul.

O trecho da Panamericana Sur entre Nazca e Lima não tem as curvas do trecho que rodamos no dia anterior, e particularmente acho um pouco tediosa por conta das retas e uma paisagem mais desértica.

A Cordilheira dos Andes se afasta da pista, se acabam os desfiladeiros, as rochas e para aonde se olha, apenas areia e granjas.

O asfalto beira a perfeição e a viagem só não é rápida por conta do grande número de caminhões e vários centros urbanos que precisamos cruzar.

Na região de Ica, é preciso muuuuita paciência para se misturar com o trânsito local, repleto de mini-taxis e Tuc-Tucs... triciclos com capotas de 150cc na maioria e que servem de taxi também.
São lentos e em enorme quantidade.

Só essa travessia consome quase uma hora.

Passando Chincha e descendo ao nível do mar – primeiro contato com o o Pacífico desde Nazca, a Panamericana Sur finalmente é duplicada, aliás, é a primeira vez que vemos uma estrada duplicada no Peru.
A viagem rende e é possível entortar o cabo, lembrando que a velocidade máxima nas estradas Peruanas é de 90 a 100 km/h – não abuse e não siga nosso exemplo, só pagamos as nossa multas, não de nossos leitores ok? (rs).

A paisagem continua sem graça mesmo com o oceano ao lado da pista e nos meses de Agosto e Setembro, uma densa névoa cobre a região de Lima, e nos despedimos do Sol cerca de 160 km antes de chegar na capital do Peru.

Foram ao todo 468 km feitos em pouco mais de 5h.
Não existem problemas com abastecimento, com vários postos de combustíveis – Grifos como são chamados por aqui – ao longo do caminho, o que garante uma viagem tranquila.

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