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Aos Nove Anos de existência (desde NOV/2007 no ar), o DIÁRIO DE MOTOCICLETA ganha destaque no cenário de Moto Turismo, seja marcando o calendário com Viagens de Longa Distância, apresentando Palestras, guiando Grupos de Motociclistas em viagens pelo Sul do Brasil, América Latina ou Moto Passeios para empresas como Givi do Brasil, Grupo Nacar entre outras.

Hoje somam-se mais de 140 cidades visitadas através de 23 Estados brasileiros, 8 países na América do Sul (Paraguai, Bolívia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Equador e Colômbia) e 4 países na Europa (Portugal, Espanha, França e Itália).

Destinos como Machupicchu, Deserto do Atacama, Lago Titicaca, Linhas de Nasca, Cordilheira dos Andes, Patagônia, Ushuaia, Nordeste Brasileiro, Floresta Amazônica entre outros, são para muitos motociclistas um sonho a se realizar, e por isso oferecemos como fonte de pesquisa, as dicas destes caminhos, mapas, hotéis, restaurantes e pontos turísticos, tornando o DIÁRIO DE MOTOCICLETA um guia de viagens para milhares de motociclistas que planejam suas próprias viagens.

O DIÁRIO DE MOTOCICLETA firma-se com compromisso no Moto Turismo, compartilhando experiências durante as viagens (em tempo real), e posteriormente publicando dicas mais detalhadas de cada destino desbravado.

Este trabalho ganha força e apoio de parceiros como a GIVI do BRASIL e o Salão Duas Rodas, que possuem a mesma paixão que a gente, compactuando com a nossa missão:

Instruir, Divulgar e Incentivar a prática do Moto Turismo.



Suba na nossa garupa virtual, anote algumas dicas e desfrute as maravilhas que o mundo duas rodas pode lhe oferece.

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o piloto


Guga Dias (44, natural de São Paulo/Capital)

Só consegui comprar minha primeira moto aos 34 anos (AGO/2006) no momento em que me divorciei do meu primeiro casamento, e me lembro que antes disso, as prioridades eram tantas, que cheguei a ficar mais de 12 anos sem subir em uma motoca.

Deste momento em diante, resolvi que o sonho de viajar de moto e conhecer o mundo não seria mais adiado, encontrei a Elda no caminho e juntos, sem experiência alguma começamos a viajar de Viraguinho 250cc 1997.

Um ano depois, após um upgrade para uma Shadow 600cc, os amigos que testemunhavam as nossas viagens, nos pediam tantas dicas de passeios, cidades, hotéis e mapas, que resolvemos criar o site Diário de Motocicleta (NOV/2007), com o objetivo de fornecer todas as informações a respeito dos nossos passeios.

Na época não haviam sites focados em viagens de moto, e poucos motociclistas publicavam em blogs suas aventuras.
Apesar de estarmos já na "Era da Internet", as informações era escaças e confusas, e o site preenchia um novo nicho.

O Diário de Motocicleta seguiu como um hobbie por cerca de 4 anos, e confesso que mais de 30 destinos deixaram de ser catalogados no site, devido a perda de fotos e/ou de anotações.
Foi uma época de aprendizado em roteiros de 500 a 1.500 km ida e volta, e a descoberta de várias cidades ao longo dos Estados de São Paulo, Minas, Rio e Paraná, e somente após muitas estradas e certo amadurecimento como piloto, garupa e turistas, é que decidimos empreender uma viagem de longa distância, rumo à Salvador/BA, em 24 dias, subindo pelo interior de Minas e voltando pelo litoral, mais de 5.600 km através de 5 Estados brasileiros.

Foi a primeria vez em que publiquei uma aventura diretamente da estrada, e fiquei feliz ao perceber muitos amigos curtindo e acompanhando a nossa a trip. Surgia a expressão Garupa Virtual.

E no meio deste movimento, o Salão Duas Rodas acabaria nos contratando para divulgar a sua 11ª Edição (OUT/2011), possibilitando a realização do Projeto Caminho do Peabiru, um antigo Caminho Inca que ligava o Litoral de São Paulo à Costa do Peru. Cruzamos o Paraguai, Bolívia, Chile e Argentina, no total de 13.200 km ao longo de 56 dias incríveis.

Depois desta experiência, abandonei a Área de TI, na qual construia uma carreira por mais de uma década, apesar de ser formado em Comunicação Social.

Resciclei algumas ideias e alguns ideais, reestruturei minhas prioridades, descareti alguns supérfluos e transformei o Diário de Motocicleta em empresa, fornecendo por princípio informações gratuitas de todos os destinos que visitamos, e complementar a isso, colocando a mão na massa para levar os amigos para estrada, através de Moto Passeios (Bate & Volta) para Concessionárias e Lojas do setor Duas Rodas, Palestras sobre as aventuras realizadas e por fim Grupos de Viagens com roteiros de 3 a 20 dias, no Brasil e na América Latina.

Com nova postura e parceiros como a GIVI do Brasil, em 2012 fui até o Ushuaia para testemunhar o Fim do Calendário Maia (21/DEZ/2012), o Fim do Mundo no Fim do Mundo.

Como ele não acabou, em 2013 firmamos a segunda parceria com o Salão Duas Rodas, e saimos em uma volta ao redor do Brasil para conhecer as 12 Cidades Sede da Copa do mundo... uma aventura de 16.500 km rasgando a Floresta Amazônica.

Em 2014, a convite da DUCATI do Brasil, parti solo rumo ao World DUCATI Week em Misano na Itália, onde bati o recorde de maior distância percorrida para participar do evento Mundial da DUCATI com mais de 14.500 km.
Além dessa grande satisfação, a emoção da aventura bateu forte com a honra de conhecer o Sr. Giuseppe Visenzi, fundador e Presidente da GIVI, que apoia as ações do Diário de Motocicleta de 2011 até os dias de hoje.

Em 2015 a terceira parceria com o Salão Duas Rodas, nos colocou em uma aventura em busca de Vulcões Andinos, no meio da Cordilheira, até então nossa maior aventura com 18.000 km rodados.

Esse é só o começo da história, sõ só os primerios caminhos!

Continua...


Guga Dias
Quem planta curvas e retas colhe apenas bons ventos!

Confira este vídeo

a garupa


Elda (natural de Piracicaba/SP)
Quando eu era pequena, minhas bonecas não se casavam - arrumavam as malas pra viajar o mundo. Dito isso, minha vida fica muito mais fácil de ser compreendida; ela se divide em duas partes: antes e depois da moto.

Sou de Piracicaba e até os meus 29 anos posso dizer que era uma menina comum do interior de São Paulo. Hiper mega vaidosa, vivia cercada de maquiagens, cremes, perfumes, roupas, bolsas e sapatos da moda. Ou seja, patricete total (aliás, esta ainda é minha essência).
Também terminava um relacionamento muito chaaaaato e sem futuro. Estava pra baixo emocionalmente e não fazia ideia que minha vida morna iria ferver.

Devo dizer que nunca fui ligada em motos, mas como não me apaixonar se foi uma destas maravilhas que serviu de cupido e me trouxe o único amor que já tive na vida?

Como toda pessoa moderna (e desesperada) eu e o Guga nos conhecemos pela internet em outubro de 2006. Depois de um mês de papo furado meloso e apaixonado, resolvemos nos encontrar em Louveira, cidadezinha ao lado de Campinas, SP.

Fui de ônibus. Ele de moto: uma virago 250 cc preta, toda customizada com pintura fosca. Linda, linda, linda.
O piloto também não era de se jogar fora: alto, forte, olhos verdes com um look despojado (que toda mulher ama), jeans, camiseta, jaqueta de couro e coturno. Mais gato impossível. O mais legal é que ele realmente era o cara das fotos.

Gente, eu não tinha nenhuma intimidade com motos, (aliás, só tinha andado algumas vezes de garele com a minha prima), mas sentei na garupa da Viraguinho e fui toda feliz pra Louveira, me achando a "descolada".

Pra mim esta experiência foi uma delícia, mas uma tortura para o meu marido. Eu não tinha ideia de como me posicionar e me mexia o tempo todo, tentando me ajeitar no banco traseiro magriiiinho da Virago. Ele gentil, chamou minha atenção para o perigo de cairmos, e a partir dali, não me mexi mais.

Depois de um ano namorando a distância nos casamos e me mudei pra SP, e com o tempo fui melhorando minha postura e com as corridas constantes de deslocamento na cidade, viagens e passeios de bate volta fui adquirindo confiança e experiência.

Em 2010 fizemos nossa primeira viagem de longa distância, de São Vicente, litoral de SP até Salvador, BA - Projeto Êxodo de Moto. Jovens, ousados e inexperientes, fomos sem medo e com poucas informações do que encontraríamos pelo caminho.

Na época tínhamos uma Shadow 600 cc, apelidada carinhosamente de Shelda (uma singela homenagem a esta que vos escreve). Foram 24 dias felizes de perrengues leves a moderados (sou muito fofa) que deu inicio a minha nobre função atual no Diário de Motocicleta: ser pesquisadora de conteúdo WEB.

A partir desta experiência comecei a aprofundar minhas pesquisas antes de qualquer viagem.
Hoje, mais cuidadosa, sou expert em fuçar e pesquiso a fundo a cidade e/ou país que visitamos, e não apenas os pontos turísticos; isto inclui história, arquitetura, economia, agricultura, geografia, clima, gastronomia, deslocamento urbano, sistema de saúde, agências de turismo, correios, embaixada, curiosidades e expressões de linguagem (gírias em geral), um pouco do idioma, lojas de serviços pra moto, etc.

Realizar um bom planejamento, pra mim, é indispensável porque quando queremos fazer alguma alteração, temos muito mais confiança em fazê-lo, e nos sentimos seguros em sair da rota traçada para explorar novos caminhos com muito mais liberdade.

Em 2011, realizamos nossa primeira grande aventura em terras estrangeiras: Bolívia, Paraguai, Peru, Argentina e Chile. Fomos descobrir o Peabiru, o antigo Caminho dos Incas.
Munida de caderninhos e anotações partimos para desvendar o fascinante e histórico caminho. Percebi que além das anotações previamente transcritas eu detinha o poder de colher informações mais detalhadas, e algumas inéditas, que nem sempre encontramos na Internet e fomentar o Diário de Motocicleta.

Eu não fazia ideia da beleza do mundo. Foi ali que me apaixonei de vez pelas viagens de moto e pelos lugares incríveis que ela podia nos levar e pensei comigo: Por que um hobby não pode virar uma profissão?

O Guga sempre me dizia que isso era possível, mas eu como uma boa capricorniana prática e racional, não enxergava esse potencial.
Pobre de mim, nessa época eu era tonta, insegura, não acreditava que seria capaz de fazer tudo o que fiz até hoje.

Em 2012 quando planejamos ir juntos ao Ushuaia, eu estava muito empolgada, mas adoeci no inicio da viagem e aprendi que por mais que eu queira uma coisa, se eu não estiver pronta, simplesmente não poderei realizar.

Amadureci neste momento e passei a respeitar mais os meus limites.

Em 2013, fomos conhecer os estádios que sediariam os jogos da Copa de 2014.
Viajar este Brasilzão que eu amo é sempre emocionante. Nesta viagem tínhamos um objetivo mais jornalístico, mostrar o andamento das obras dos estádios, e mais uma vez, as pesquisas colhidas ao longo de seis meses de trabalho fizeram toda a diferença.

Encontramos amigos queridos ao longo do caminho, conhecemos vários outros. Éramos recebidos com carinho até por desconhecidos que viam a nossa moto adesivada e tiravam fotos, faziam perguntas e desejavam boa sorte.

Até este momento a viagem estava fácil, tranquila, quase tudo dentro do planejado. Mas, eis que surge uma pedra no caminho. Ou melhor, uma imponente Floresta Amazônica. O Guga, claro, me avisou que atravessaríamos a selva, quais seriam os desafios: dormir em uma barraca durante dois dias, tomar banho de rio, dieta a base de biscoitos, Cup Noodles, sanduiches de pão com atum, bolo de laranja Pulmann e água.

Neste projeto "Rodando as Cidades da Copa", eu não fazia ideia de que no nosso país, eu faria a coisa mais difícil da minha vida: dormir não os dois dias planejados no início do projeto, mas 4 noites no meio de uma das florestas mais gigantescas da Terra - e detalhe, sem ter recebido nenhum tipo de treinamento pra isso, apenas a confiança no nosso planejamento.

É claro que houve discussões, não somos o Casal Maravilha, mas são nestes momentos extremos que resolvemos qualquer crise existencial e nossos valores e motivações se tornam muito claros. As adversidades nos mantém alertas e exigem urgência na tomada de decisões.

Depois do batismo florestal superamos todos os problemas com muito mais energia, ficamos mais amigos, mais responsáveis um com o outro.

Em 2014, o Guga partiu para um projeto maravilhoso, uma parceria da Ducati do Brasil e a Ducati Itália para conhecer o maior encontro da marca no planeta, o World DUCATI Week em Misano/Itália.
Fiquei de fora, mas estava com ele. Estamos sempre juntos, mesmo quando ele viaja sozinho, isso por que temos uma cumplicidade de brothers.

Em 2015 veio nosso projeto mais ambicioso, Vulcões Andinos, onde rodamos até Manizales na Colômbia, contabilizando quase 18.000 km.
Neste projeto a aventura era palpável, o Guga, fisicamente superior a mim escalou três vulcões, dois chilenos e um colombiano - eu só escalei um, ou melhor desci a pé até a cratera e depois subi de mula o Vulcão Quilotoa.
Fiquei muito orgulhosa do meu marido e jamais imaginei que um dia faríamos algo tão fantástico.

Escrevendo aqui pra vocês parece ser tudo muito simples. Mas não é.
Pra viajar de moto você precisa ir preparada para os sobressaltos, manter a mente aberta e o molejo na cintura. Engraçado, mas muita gente acha que eu sofro, que é uma vida muito dura viajar sobre duas rodas.

As pessoas sempre me perguntam: mas como você consegue viajar tantas horas de moto?

Calma gente, eu explico.
Primeiro você tem que amar. Gostar só não basta. Tem que ser apaixonada. No inicio a moto era apenas um meio de transporte. Hoje é minha melhor amiga. Segundo, sou apaixonada pelo meu marido. Terceiro, sou aventureira. Quarto, amo viajar. Quinto sou corajosa, ou louca mesmo, você decide.

Enquanto isso, peço licença e vou terminando por aqui, por que tenho pesquisas por terminar, por que pra gente, a estrada não acaba nunca!


Elda
Nos vemos na estrada!

as motocas


DUCATI Multistrada 1.200 S Touring - Por um mundo menor

DUCATI Multistrada 1.200 S Touring - Sem Nome (2013, natural de Manaus/AM)

Confesso que quando pensava em Motos DUCATI, achava que apenas as esportivas predominavam na sua linha, e por falta de representção no Brasil, não sonhava em possuir uma máquina dessas, mesmo depois de ter conhecido uma Multistrada de perto na Casa do Cônsul da Suíça em São Paulo, quando participei de uma palestra onde o próprio Cônsul relatou suas viagens pela Suiça de DUCATI.

A máquina era fantástica, mas um sonho muito distante.

Mas o mundo girou, os tempos passaram e a DUCATI desembarcou no Brasil com fome de mercado, trazendo suas motos para serem montadas em território nacional, treinando pessoal e abrindo concessioárias... e de repente começou a ser possível sonhar com uma máquina italiana.
Finalmente fui fisgado quando tive a oportunidade de realizar um TEST RIDER na Multistrada 1200 S Touring, percorrendo aproximadamente 2.400 km pelas mais incríveis Serras do Sul do Brasil.

A partir dai começou um namoro entre o DIÁRIO DE MOTOCICLETA e a DUCATI, que culminou em uma importante parceria em 2014, onde em posse de uma Multistrada 1200 ST, percorreríamos a costa brasileira apresentando a palestra "Elaborando Viagens de Longa Distancia" antes de embarcar para Europa a tempo de participar do World DUCATI Week daquele ano.

Desta forma, aposentamos a boa e velha V-Strom DL 650 com meros 105 mil km, com um olhar no futuro magnífico que esta máquina italiana nos oferecerá em se tratando de novos horizontes.

#BoraMotocar.



Suzuki V-Strom 650cc - Novas fronteiras

Suzuki V-Strom 650 cc - A Motoca (2011, natural de Manaus/AM)

Por mais que façamos planos, a vida nos apresenta caminhos dos quais nos cabe apenas estar preprados para seguir, já que não nos é dada a alternativa de desistir.

Dentre vários planos, um que sempre povoou a minha cabeça era transformar a Shelda (Shadow 600 cc) em uma linda chopper, como fiz com a Véia (Virago 250 cc) pouco antes de ter que vendê-la.
Acontece que não deu tempo, pois a vida me colocou na rota do Caminho do Peabiru e a possibilidade de percorrê-lo de São Vicente/SP até Machupicchu no Peru.

Um dos desafios que o trajeto que os Incas e Guaranis construíram, ligando os Oceanos Pacífico e Atlântico, era transpor a Cordilheira dos Andes e enfrentar altitudes de até 5.000 m.

Difícil para nós que não estávamos habituados com o ar rarefeito, e quase impossível para um motor carburado que necessitaria da pressão atmosférica para mater a combustão dentro dos cilindros.

Diante deste impasse, vários amigos me apresentaram soluções como ajustar os Giglês e amumentar a entrada de ar no motor na medida em que a moto fosse falhando, mas sinceramente, existem alternativas melhores de se enfrentar a diminuição de oxigênio e uma delas chama-se Injeção Eletrônica, e isso fez com que a nossa querida custom fosse suspensa desta nova aventura, possibilitando a vinda de um novo brinquedo.

Depois de mais de 130 mil km percorridos no lombo de motos custons, passamos a experimentar as maravilhas e sensações de uma Big Trail, com a aquisição da V-Strom, que veio somar os esforços do seus 650 cc na primeira viagem internacional que realizaríamos (AGO/SET 2011).

Depois desta aventura, rodamos até o Ushuaia e demos uma volta completa no Brasil, virando mais uma vez os 100.000 km rodados e por fim, trocando Sushi (Suzuki) por Macarrão (Ducati).



Honda Shadow 600cc - Shelda - 18 mil km de moto turismo pelo Brasil

Honda Shadow 600cc - A Shelda (2001, natural de Manaus/AM)

Enquanto a Véia passava por uma reforma geral, a Shelda surgiu no nosso caminho.
Com apenas cinco aninhos na época e 14 mil km rodados, seu motor Honda de 600 cc passou a nos levar a lugares fantásticos, através de estradas deliciosas.

A força de seu motor, o troque e dirigibilidade para poucos que a Shadow possue, desbravou e ampliou nossos horizontes.

Desde sua chegada, muita coisa mudou além das trocas de pneus e relação. Ela ganhou comandos avançados, banco mais confortável, escape JJ, curto e long, farol gota e por fim uma pintura preto fosca feita na calçada de casa (rs).

Sim! Ela foi pintada na calçada de casa! E por duas vezes!
Um dia comprei paralamas e placas laterais na cor preta, adesivei com flames, lixei e pintei de preto fosco. Depois foi retirar os adesivos para os flames preto brilhoso sutilmente saltar aos olhos.

Moto nova por R$400,00 em peças e R$45,00 em material de pintura.

Na volta da viagem para Salvador/BA, mandei a moto para revisão e retirei novamente toda a sua "lataria", lixei e pintei desta vez com spray anti-derrapante preto.

O aspecto rugoso ficou fantástico!

Só é preciso estomago para passar a lixa pela primeira vez... depois é só alegria (rs).

Em 2011, com mais de 107 mil km rodados, a Shelda seguiu outro caminho e nos deixou com boas lembranças dos horizontes que desbravamos juntos.



Yamaha Virago 250cc - Véia - A divisora de águas

Yamaha Virago 250cc - A Véia (1997, natural de Tokio/Japão)

A Viraguinho 250 cc era um sonho que depois de muito tempo eu havia realizado!

Após o fim do meu primeiro casamento eu queria apenas três coisa, fazer uma nova tatuagem, encontrar um novo amor e rodar o mundo de moto.
Manja aquela vontade de mudança? Era esse o clima.

Eu vinha fazendo umas economias para diminuir as prestações do meu apartamento e foi com essa grana que começei a procurar uma moto. Não fazia questão de cilindrada, mas tinha que ser custom.
Procura aqui, procura ali... até que encontrei uma Viraguinho 250 cc.

A negociação foi rápida e num piscar de olhos eu estava fazendo as curvas mais quadradas que qualquer ser, sem subir numa moto há mais de 12 anos, poderia fazer.

Batizei a Viraguinho de Véia, pois na época (2006) a moto já tinha 9 anos. Mas apesar dos seus 150.000 km rodados, ainda tinha força para aguentar minha sede de estrada... e com ela eu parti pra estrada!

Logo passei a percorrer cerca de 600 km para visitar minha filha que mudará de cidade, e com isso os primeiros apuros na estrada vieram.
Nada demais, mas que contribuiram para forjar o motociclista que sou hoje.

Depois de conhecer a Elda, a Véia já tinha rodado 25 mil km só comigo e recebeu uma doce aposentadoria. Transformei ela em uma senhora Chopper no seu aniversário de 10 anos dando-lhe pintura preta fosca, guidão águia, farol gota, piscas bullets, lanterna traseira nova e placa lateral!
Ficou demais!

A essa altura eu já tinha comprado a Shadow 600 e a Véia era usada apenas para trabalhar!

No inverno de 2008 me mudei para Baixada Santista por conta de um novo contrato de trabalho e precisei vender a Véia. Não foi nada fácil e ainda hoje sinto saudades dela e lhe sou grato pelos horizontes que ela me apresentou!

Eu estava certo nas minhas escolhas!

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