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Entenda o Proj. Rodando as Cidades da Copa



Diário de Motocicleta

Quem me conhece sabe que eu não sei quantos caras jogam no gol... só para ter uma ideia do grau de importância que o tema futebol tem na minha vida, mas ai você deve estar se perguntando, que raios de projeto é este então?

Bom, há tempos nós sonhávamos em viajar pelo Brasil, na verdade, o plano sempre foi conhecer primeiro o nosso país, para só então sair em viagem pelo mundo.

Quebrar a cabeça montando um roteiro que cruzasse as cinco regiões foi um desafio superado, quando anunciaram a Copa do Mundo no Brasil.
O evento caiu como uma luva, já que distribuiram os jogos pelos quatro cantos do país.

Agora eu tinha um roteiro, e bastou um pouco de logística para traçar os mapas de uma volta completa, em sentido anti horário, saindo de São Paulo, subindo para Brasília, depois Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus (seis dias navegando o Rio Amazonas e depois descendo a BR-319), Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba.

Vimos muitas Arenas ainda em construção, muita obra que até hoje não foi entregue, e nos tornamos os únicos turistas a visitar os 12 Elefantes Brancos erguidos/reformados para a Copa do Mundo.
Política a parte, focamos no turismo que estas 12 cidades "sede da copa" oferecem aos turistas, com ou sem um evento deste porte.

Em parceria pela 2ª vez consecutiva com o Salão Duas Rodas, nossa trip pelo Brasil terminou com a nossa moto mais suja do que nunca, em exposição no Anhembi, onde mais uma vez tivemos o prazer de receber o abraço dos amigos e escutar incríveis relatos de viajantes de moto.

PRAÇA E MONUMENTO À REPÚBLICA

Dia: 10/12/2014 | Cidade: Belém/PA | Categoria: Passeios
Diário de Motocicleta

A história da Praça da República é muito curiosa, e inicialmente era chamada de Largo da Campina.

Durante o período do Império, a praça chamou-se Pedro II, em homenagem ao Imperador, e anos mais tarde, com a construção de um armazém para guardar pólvora, passou a chamar-se Largo da Pólvora, mais ou menos na época em que foi erguida uma forca, embora não haja registro de execução. No entanto, a área também serviu de cemitério, onde os corpos dos escravos e pobres eram sepultados em cova rasa.

Em 1878, com a inauguração do Theatro de Nossa Senhora da Paz, hoje simplesmente Theatro da Paz, iniciou-se um tímido processo de urbanização, até que, com a queda do Império, o espaço recebeu a denominação de Praça da República.

Para as comemorações do primeiro aniversário da implantação do regime republicano no Brasil, o então governador paraense Justo Chermont decidiu erguer um monumento comemorativo, e para isso resolveu realizar um concurso para escolha do melhor projeto.

O Consulado Brasileiro espalhou o edital em várias cidades da Europa, e centenas de projetos começaram a chegar à Belém.

Após uma rigorosa seleção, o grande júri chegou ao impasse entre duas propostas dos escultores Emilio De Lorenzi e Michele Sansebastiano, italiano de Gênova que acabou sendo escolhido.

Em 1890 foi lançada a da pedra fundamental e sete anos depois, no dia 15 de Novembro de 1897, o Monumento à Republica foi inaugurado no centro da praça, composto por um conjunto de esculturas de mármore e bronze.

No alto do monumento, quase a 20 metros de altura está a Marianne com as insígnias revolucionárias da sua identidade. O projeto previa que ela segurasse um ramo de Oliveira, mas foi considerada muito pacifista pelos militares e optou-se por uma espada.

O grupo escultórico que representa o Progresso Nacional vem na forma de um gênio alado apoiado sobre um leão, símbolo da força, levantando o estandarte da república.

Já o grupo escultórico que representa a História, surge na forma de uma formosa mulher que registra na página de um grande livro, sustentado por um pequeno gênio, a data da Proclamação da República.

Nas laterais situam-se dois gênios sentados, tendo em suas mãos tarjas sobre as quais está escrito em uma “probidade” e na outra “união”.

É um monumento muito bonito, assim como todo conjunto arquitetônico da Praça da República. Vale o passeio entre coretos e as sombras das árvores que aliviam o calor dos dias em Belém.

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