Entenda o Proj. Rodando as Cidades da Copa



Diário de Motocicleta

Quem me conhece sabe que eu não sei quantos caras jogam no gol... só para ter uma ideia do grau de importância que o tema futebol tem na minha vida, mas ai você deve estar se perguntando, que raios de projeto é este então?

Bom, há tempos nós sonhávamos em viajar pelo Brasil, na verdade, o plano sempre foi conhecer primeiro o nosso país, para só então sair em viagem pelo mundo.

Quebrar a cabeça montando um roteiro que cruzasse as cinco regiões foi um desafio superado, quando anunciaram a Copa do Mundo no Brasil.
O evento caiu como uma luva, já que distribuiram os jogos pelos quatro cantos do país.

Agora eu tinha um roteiro, e bastou um pouco de logística para traçar os mapas de uma volta completa, em sentido anti horário, saindo de São Paulo, subindo para Brasília, depois Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus (seis dias navegando o Rio Amazonas e depois descendo a BR-319), Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba.

Vimos muitas Arenas ainda em construção, muita obra que até hoje não foi entregue, e nos tornamos os únicos turistas a visitar os 12 Elefantes Brancos erguidos/reformados para a Copa do Mundo.
Política a parte, focamos no turismo que estas 12 cidades "sede da copa" oferecem aos turistas, com ou sem um evento deste porte.

Em parceria pela 2ª vez consecutiva com o Salão Duas Rodas, nossa trip pelo Brasil terminou com a nossa moto mais suja do que nunca, em exposição no Anhembi, onde mais uma vez tivemos o prazer de receber o abraço dos amigos e escutar incríveis relatos de viajantes de moto.

TEATRO SANTA ISABEL

Cidade: Recife/PE | Categoria: Passeios
Postado em: 22/8/2013
Diário de Motocicleta

Depois de colocar a casa em dia, partimos para um primeiro rolê por Recife e o fomos direto até a Praça da República para conhecer o Teatro Santa Isabel, elegante e refinado, é hoje um dos 14 teatros-monumento do país, e reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 31 de outubro 1949.

Representa o primeiro e mais expressivo exemplar de Arquitetura Neoclássica em Pernambuco e um dos mais notáveis do país. Foi inaugurado em 1850 e já recebeu três reformas até hoje.

A ideia de sua construção partiu de Francisco do Rego Barros, futuro Conde da Boa Vista, presidente da província de 1837 a 1844 e o realizador da obra foi o engenheiro francês Louis Léger Vauthier.

A proposta modernizadora contemplava a construção de estradas, pontes e edifícios públicos com o intuito de aproximar Recife dos padrões estéticos europeus, e neste sentido, era indispensável à criação de um Teatro.

O Santa Isabel é considerado por muitos como o mais belo edifício teatral do império. Um dos poucos exemplares do genuíno neoclassicismo erguidos no Brasil na primeira metade do século XIX.

A iniciativa de construir um Teatro de porte e elegância, em 1840, serviu de exemplo para outras capitais que, estimuladas pelo prestígio da província pernambucana, adotaram iniciativa semelhante.

Homenageando a Princesa Isabel, o teatro foi inaugurado em 18 de maio de 1850 com o drama O Pajem D’Aljubarrota, de Mendes Leal, escritor português dos mais encenados na primeira metade do século.

O Teatro de Santa Isabel recebeu Dom Pedro II, Castro Alves, Tobias Barreto, Carlos Gomes, a Bailarina russa Ana Pavlova, Procópio Ferreira, dentre outros.

Assistiu à Revolução Praieira, à campanha abolicionista e à campanha pelo advento da República, quando dois nomes ligaram-se definitivamente à sua história: Joaquim Nabuco e José Mariano.

Nabuco proferiu a célebre frase que ficaria gravada numa placa do Teatro:
“Aqui nós ganhamos a causa da Abolição”.

Mas, antes do final da década, o Teatro foi ainda, mais uma vez, campo de batalhas políticas que agitavam o país, agora pela república, com os discursos de Martins Júnior e Silva Jardim. Em seu palco, Rui Barbosa discursou durante a campanha para presidência da república.

O teatro sofreu dois incêndios, sendo o último há cerca de 50 anos que lhe consumiu inteiro, deixando apenas as paredes.
A restauração o deixou intacto e perfeito.

Não é aberto à visitação pública, porém fomos autorizados pela simpática administradora Clara para fotos internas, enquanto o expert Welligton nos guiou durante uma belíssima aula de história e cultura.

O Teatro está em funcionamento inclusive com espetáculos gratuitos.
Vale muito a visita!

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