Guga (39, natural de São Paulo/Capital)
Aos cinco anos de idade ganhei um triciclo azul com rodas grandes e laranja que batizei de
João Bolão.
Depois vieram patinete, bicicletas Monark, Caloi e skate que instauravam o gosto pela aventura e apontavam o caminho para a liberdade.
Mas ainda faltava muitos pontos no queixo e joelhos.
Entre os treze e quinze anos aprendi a andar de moto graças ao um amigo que tinha uma Yamaha TT, mas a grana para comprar uma motoca nunca pintava, mesmo já tendo emprego.
Pensei uma vez em ir comprando peça a peça para montar um Triway
(triciclo a partir da customização de uma Honda CG 125cc - top na época), mas um pouco de cálculo jogou por terra meu brilhante plano infantil.
Na Faculdade andava pra cima e pra baixo com a moto dos amigos, mas só depois do fim do meu primeiro casamento
(ago/2006), juntando as economias para quitar um apartamento, finalmente comprei uma Viraguinho 250cc modelo 97
(100% japonesa).
Tivemos alguns problemas de comunicação é verdade, mas com as estradas eu me dei muito bem.
Nesta altura do campeonato, minha filha
(então com 5 anos) se mudou para o Interior de São Paulo e me proporcionou a felicidade de ter que rodar cerca de 600kms no lombo da Viraguinho até seus beijos.
Eu estava na estrada e caia a ficha que agora eu poderia ira para onde eu quisesse e que aquele sonho de liberdade, que durante tantos anos eu enxerguei distânte, estava sobre o meu controle e realização.
Comecei a rodar e sem procurar encontrei minha garupa ideal, uma super parceira que nunca tinha andado de moto mas que se apaixonou por mim e pelas estradas e pela possibilidade de conhecer o mundo sobre duas rodas.
Para registrar estes e outros momentos tão bons, criamos o site
DIÁRIO DE MOTOCICLETA, onde publicamos desde 2007 os relatos das nossas viagens de moto.
Espero que estes relatos sirvam de inspirações para colocar cada vez mais irmãos nas estradas e assim conhecer mais e mais amigos de asfaltos e de ventos.
Guga Dias
Quem planta curvas e retas colhe apenas bons ventos!